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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Brasiliana...Brasileiríssima...


Não posso deixar de recomendar o site da mais nova biblioteca virtual do país, ou melhor, do mundo.


Trata-se da BRASILIANA é um projeto da Reitoria da Universidade de São Paulo que permite o acesso a maior coleção pessoal já existente de livros e documentos de e sobre o Brasil .


Lá é possível fazer o download de livros, periódicos, imagens, manuscritos, mapas e obras de referências, além de realizar buscas por título, nome do autor ou data de publicação.


Entre os livros que baixei no meu micro, está Helena de Machado de Assis: uma de minhas paixões literárias. Eis uma primeira edição com dedicatória, capa nobre e todo o charme peculiar de um livro antigo.


Basta acessar: www.brasiliana.usp.br

Fim do diploma de jornalismo


O diploma para o exercício da profissão de jornalista já não é mais uma obrigatoriedade no Brasil. Por oito votos a um, o Supremo Tribunal Federal considerou incompatível com a Constituição a exigência da graduação em jornalismo para o exercício da profissão, em votação do Recurso Extraordinário 511961, nesta quarta-feira (17/06).

Entre defesas e críticas, inúmeras perguntas povoam a cabeça dos jornalistas formados, em formação ou os que almejam se habilitar para o exercício profissional.


Qual a sua opinião?
Deixe-a na enquete ao lado.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Meu portifolio

Bom, como sabem sou jornalista por formação e estou a procura de uma nova oportunidade na área de jornalismo, seja no impresso ou na TV. Sendo esta última área a que tenho mais experiência.
Enfim, se souberem de algo, me avisem, hein?!
Confira no link abaixo uma pouco da minha trajetória profissional:

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Séries Brasileiras

Quer ver o encontro da arte e da ecologia? Então acesse o vídeo Séries Brasileiras! Trata-se de um fantástico trabalho desenvolvido pelo artista Rogério José dos Santos. Caso tenha se interessado por uma de suas obras, envie e-mail para: rogeriodosto@yahoo.com.br.

Ah... A edição do vídeo leva a minha assinatura.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O jornalismo que não tá no gibi


Quem não se lembra das aventuras do repórter belga Tim Tim, de 1929 ou não perdeu o fôlego com as peripécias de Peter Parker para levar a melhor foto ao jornal? Ou ainda, não tenha se surpreendido com as desculpas que Clark Kent inventa para ausentar-se da redação do Daily Planet? Conspirações a parte, a figura do repórter foi apropriada pelos quadrinhos apenas em função da mobilidade que a profissão possibilita ao personagem. Contudo, nem sempre a imagem transmitida pelos quadrinhos sobre a profissão condiz com a realidade. Gley Fabiano C. Chavier, coord. de pós-graduação da Fac. Senac de Comunicação e Artes diz não se preocupar com essa questão e afirma que a HQ é uma reeleitura da sociedade e não a descrição objetiva de uma determinada profissão. “Acho que nenhum desenhista se preocupa em descrever sucintamente uma profissão, até porque se ele se preocupar, corre o risco de perder leitores, inclusive os jornalistas. Ninguém quer ler HQ para ver a sua realidade. É muito chato”, conclui. Apesar de viver uma de suas maiores crises mundiais, devido a concorrência desleal dos heróis japoneses e o encarecimento dos custos de produção das editoras de HQ. O Brasil apresenta uma das maiores produções de quadrinhos alternativos do mundo, são inúmeros fanzines e diversas produções de mídia alternativa deste segmento pelo país inteiro. O prof. Gley Fabiano diz ser lançado mais de 50 HQs nas bancas brasileiras mensalmente, ”Sempre haverá alguém querendo ler uma história em quadrinhos bem contada”, ressalta o professor.Do outro lado da galáxia, no mundo dos jornalistas, as HQs são utilizadas pelo profissional como forma de mídia alternativa, transitando entre as tiras de fanzines e boletins sindicais às charges e caricaturas dos jornais da grande imprensa. Um exemplo de que HQ é coisa séria fica por conta das mais de 200 páginas dos ditos quadrinhos-reportagem, de Palestina: Uma nação ocupada ou Área de segurança: Gorazde, os dois de autoria do jornalista norte-americano Joe Sacco. Definitivamente, os quadrinhos se prestam ao jornalismo brilhantemente, pois, passam a informação de uma forma mais rápida e imediata.

Pra não dizer que não falei das flores


Assistia a TV, quando anunciaram com todo o destaque bombástico e característico da parafernália televisiva, uma entrevista com uma personalidade do jornalismo contemporâneo. Tratava-se de um dos maiores âncoras do telejornalismo norte-americano. Não pestanejei, apanhei uma boa xícara de café e me propus a assistir.A jornalista entrevistadora não dispensou a oportunidade de demonstrar seu vasto repertório a um ilustre colega de trabalho e foi logo despejando questões delicadas como a paz mundial, o apartheid e as mazelas latino-americanas. Mal permitia que o entrevistado raciocinasse tranqüilamente e já lhe artodoava ao exigir fórmulas práticas sobre questões políticas, econômicas e sociais compreendidas não só ao país do pobre jornalista, mas, em relação ao mundo. O desgaste estampado no rosto do entrevistado era nítido, aquilo que deveria ser um agradável bate-papo sobre suas preferências, opiniões e trajetória profissional, tornara-se uma situação incômoda e infindável.As respostas ora longas e ditas com sorrisos e olhares atenciosos deixavam a cena para dar espaço a respostas curtas e despreocupadas com o vocabulário empregado. Isso sem falar, naquelas respostas que serviam de notórias e indiscretas deixas para a revelação da desagradável situação. Em uma dessas mesmas respostas, ultrapassada as barreiras do protocolo, o jornalista a desafiou: - Sabe o que eu mais gosto de fazer?Ela enrubesceu no mesmo instante. Como o entrevistado já domado e situado no seu estado de inércia, ideal para jornalistas do tipo “dominadores”, se atrevia a responder uma de minhas questões com uma outra indagação? E o pior sobre suas preferências cotidianas. Não, isso definitivamente era um desrespeito a categoria, pensava ela.Para não demonstrar aflição e desconforto, lançou uma tática infálivel:- Como disse?Ele não se intimidou.– Lhe perguntei se você sabe o que mais gosto de fazer.Não restando-lhe escapatórias, ela respondeu um tímido não.Como que tomado pelo ânimo inicial presente na entrevista, respondeu:- Adoro cuidar do meu jardim.Ela limitou-se a balançar a cabeça como num gesto de afirmação, próprio dos jornalistas, e se pôs a escutar sobre plantações de rosas, gramas e mudas de bromélias típicas no outono.Parece que finalmente pode perceber além do profissional, um ser-humano como outro qualquer. Com certeza, aprendeu muito mais quando se propôs a simplesmente escutar sua fonte.